Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Metal Global

Um programa de metal, com noticias e agenda de concertos.

Amon Amarth em Portugal em Novembro!

1 de Novembro - Incrível Almadense
2 de Novembro - Hard Club

 

1ª parte: TBA

 

Abertura de Portas - 20h00
Inicio do Espectáculo - 21H00

 

Desde que o icónico Quorthon percebeu que fundir a mitologia nórdica e a força do heavy metal podiam dar origem a resultados musicais explosivos em discos como «Twilight of the Gods» e «Hammerheart» durante a década de 80, muitos outros músicos trataram de absorver as mesmas influências e procurar inspiração no último bastião da cultura pagã a extinguir-se no Velho Continente. A fusão ganhou forma, expandiu-se e deu origem a todo um sub-género da música extrema, apropriadamente designado viking metal. Os mais bem sucedidos herdeiros dessa tradição são os suecos AMON AMARTH que, ao longo de uma carreira que está quase a atingir a marca das duas décadas, se transformaram num nome icónico a nível underground e, com o passar dos anos, numa força a ter em conta também a nível mainstream – deste e do outro lado do Atlântico. Depois de uma actuação memorável na primeira edição do Vagos Open Air, há quase três anos, o colectivo está finalmente de volta ao nosso país e, desta vez, para os primeiros espectáculos em nome próprio e em recinto fechado. Preparem-se para imaginar a pilhagem e a destruição das vilas dos vossos piores inimigos, quando os guerreiros do norte subirem ao palco da Incrível Almadense e do Hard Club, nos dias 1 e 2 de Novembro, respectivamente.

Não são apenas as espadas, os machados enormes ou os imponentes drakkars em que cruzavam os mares, que tornam a tradição viking tão apelativa no espectro da música pesada. Mais que qualquer outra coisa, é o espírito combativo e empreendedor desses exploradores, comerciantes, guerreiros e piratas nórdicos que assenta como uma luva em músicos que se recusam a ver os seus ideais domados, diluídos ou sacrificados em prol da comercialização em larga escala da arte que assinam. É lógico que um género musical que pretende explorar um dia-a-dia regido por conceitos tão firmes teria de ser, ele próprio, tão disciplinado como a cultura e a tradição que o inspiram. Os AMON AMARTH são um daqueles grupos que se mantêm estoicamente fiéis às regras que criaram no início de carreira, espalhando a mensagem dos seus antepassados a uma horda de fiéis que tem crescido a olhos vistos desde que lançaram «Once Sent Through the Golden Wall», em 1998. E porque há bandas que ninguém quer que mudem demasiado, a consistência da mensagem é igualada apenas pela força que entregam às suas actuações e pela tenacidade que entregam aos seus discos. Verdade seja dita, não há por aí muitos grupos como este, que se transformam em símbolos de integridade no mundo da música e que não se vergam perante ninguém. «Surtur Rising», o recentemente lançado oitavo álbum da carreira do colectivo sueco, é o exemplo perfeito disso mesmo ou não fosse dedicado a Surtur, o gigante de fogo. Pegando na sonoridade death metal melódica – misto de riffs enérgicos e melodias orelhudas – tão épica como poderosa, Johan Egg continua a comandar as tropas – com punho de aço e um rugido imponente – na rota para a vitória final.

1 comentário

Comentar post